Prémio Galt de Ouro 2013

Em 2013 irei, à experiência, lançar uma iniciativa que consistirá em seleccionar o deputado da Assembleia da República que mais contribui para a Liberdade em Portugal.

A selecção será feita tendo em conta o voto dos deputados ao longo do ano nos mais diversos diplomas. As regras serão as seguintes:

  1. A cada proposta a ir a votos será atribuida uma ponderação (número de pontos). O número de pontos atribuido a cada proposta dependerá de:
    1. A contribuição marginal da proposta para a liberdade. Propostas de cariz socializante terão pontuação negativa e propostas liberalizantes terão pontuação positiva
    2. A dimensão e o impacto das mudanças. Quanto maior o efeito potencial da proposta a ser votada, maior será o valor absoluto atribuido à votação.
  2. A classificação dos deputados será atribuida de acordo com o seu voto:
    1. Um deputado que vote a favor da proposta receberá os pontos atribuidos a essa prposta
    2. Um deputado que vote contra a proposta receberá o inverso dos pontos atribuidos a essa proposta
    3. Um deputado que se abstenha receberá zero pontos
  3. Serão incluidas as propostas colocadas a votação que o autor achar relevante
  4. A iniciativa durará até que uma destas coisas aconteça:
    1. Acabe o ano
    2. Acabe a legislatura
    3. Eu concluir que isto afinal não faz sentido nenhum

Por uma questão de tempo, apenas algumas votações mais relevantes serão consideradas. O registo das votações, respectivos pesos e pontuações serão disponibilizados de forma a que os leitores que o desejarem possam aplicar critérios diferentes dos meus e ver a classificação que daí resultaria

Eu tenho noção das fragilidades de uma classificação destas:

  • Em primeiro lugar, com a disciplina de voto partidário será muito complicado deputados do mesmo partido terem classificações diferentes.
  • Em segundo lugar, a classficação não incorporará actividades de bastidores, antes da ida a votação. Por exemplo, se um grupo de deputados impedir legislação de cariz socializante de sequer ir a votação, ou se contribuir para que ela seja menos socialista, isso não será incorporado.
  • A classificação também não incorporará as reais intenções dos deputados: um deputado pode rejeitar uma proposta de cariz socialista apenas por desejar que esta seja ainda mais socialista.
  • Finalmente, como devem imaginar, eu não tenho conhecimento ou disponibilidade de tempo suficiente para entender todos os diplomas e suas implicações. É possível portanto que, por ignorância minha, não sejam incluidas ou não recebam a devida ponderação algumas propostas importantes

Apesar de todas estas fragilidades, parece-me que valerá a pena tentar. Se acabar por concluir que não faz sentido, ou que não estou para me dar ao trabalho, cá estarei eu para o admitir e acabar com a iniciativa. Poderão acompanhar a iniciativa clicando na respectiva opção na barra de cima do blog.

Classificação actual:

Neste momento, depois de apenas duas rondas de votação na Assembleia da República, a classificação é a seguinte:

1º Ex-aequo Nuno Figueiredo e Sérgio Sousa Pinto do PS (2 pontos)
3º Ex-aequo as bancadas parlamentares do CDS e do BE e os deputados Ferro Rodrigues e Inês medeiros do PS (0 pontos)
36º Ex-aequo os deputados Elza Pais, Maria Almeida Santos e Pedro Delgado Alves do PS (-1 ponto)
39º Ex-aequo bancadas do PSD, PCP, PEV e restantes deputados do PS (-2 pontos)

7 comentários a “Prémio Galt de Ouro 2013

  1. Carlos,

    Os deputados que mais contribuem para a Liberdade em Portugal são os que aparecem menos na Assembleia, que não participam em comissões, que não colaboram na redacção de leis, que não fazem discursos, que não dão entrevistas aos jornais, nem escrevem artigos sobre a gravidade da situação portuguesa, que não participam, nem jamais participarão, no Prós e Contras, que não têm estudos superiores e, de preferência, inferiores, que os habilitem a escrever duas linhas seguidas sobre a reforma do país, que se enfrasquem abundantemente, como fez aquela simpática senhora deputada do PS, mas, de preferência, não apenas nos dias de aniversário, mas todos os dias da semana, de modo a não darem com o caminho para São Bento e, se lá chegarem, não acertem com a cadeira que ocupam, que não votem, em suma, quase todos, porque, como você sabe, aquilo é gerido por meia-dúzia de whips dos grupos parlamentares. Vai ser difícil a escolha…

    Abs.,

    • Terá razão, Rui. Neste momento, o único partido em que os deputados votam pela própria cabeça é o PS, benefício colateral de não terem liderança. Mas o ano é longo e cheio de acontecimentos, pode ser que outras lideranças se enfraqueçam e o raio* dos chicotes parlamentares de reduza.

      *raio aqui é no sentido geométrico

  2. De facto deputados da mesma bancada terão quase sempre a mesma pontuação. Uma forma de mudar isso seria atribuir pontos extra (positivos ou negativos, consoante o caso) aos deputados que apresentassem a proposta.

    • Veremos. Como digo acima ao Rui Albuquerque, o ano é longo. No entanto, este é um prémio individual. Basta que haja uma ovelha negra que fuja ao chicote partidário para isto fazer sentido.

  3. Uma questão, se houver um deputado que, como diz “fuja ao chicote partidário”, não existem sanções possíveis de ser aplicadas pelo partido que visarão subordinar, substituir ou acalmar esse deputado? Ou seja, o deputado que figurar em 1º na sua lista não irá certamente durar muito no parlamento, am i right?

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