Resumo esquemático das soluções partidárias para a economia

Há uns dias atrás apresentei aqui um resumo esquemático dos problemas do país. Para completar o exercício, fica aqui um resumo esquemático das soluções partidárias para o grande problema económico do país.

resolver problemas

54 comentários a “Resumo esquemático das soluções partidárias para a economia

  1. Pingback: Infelizmente é mesmo assim | O Insurgente

  2. ahaha muito bom!

    Caro Carlos, acompanhei com interesse os seus dois resumos esquemáticos.

    Eu sei que é arriscado mas seria interessante ver a sua visão de um “resumo esquemático das soluções para o país” seguinto todas as visões.

    Tendo estas três juntas, consigo explicar resumidamente muita coisa.

    Obrigado e cumprimentos

  3. Muito bom hehehehe

    Apenas um reparo ao esquema: contra impostos saíram uns 1.000.000 de portugueses espontaneamente à rua (TSU), enquanto que contra cortes nem 200.000 se manifestaram (em Manif organizada por sindicatos e partidos).

    • O “1,000,000” de portugueses que saiu à rua contra o aumento da TSU foi apenas porque esse aumento para o trabalhador correspondia a uma diminuição para o empresário. Quando foi anunciado o aumento de IRS com a mesma perda para o trabalhador, mas sem ganho para os empresários, já não houve qualquer reacção.

    • JMJ depois de ler com atenção o folheto do PCP e o post, fica para mim claro que o amigo JMJ ainda não leu o folheto do PCP.

    • Oh JMJ já todos viram que essa cassete não funciona. Já foste a Cuba? ou Coreia do Norte? ou Roménia? ou Rússia? O muro de Berlim caiu há mais de 20 anos camarada! Acorda para a vida! Enquanto existir o Homem essa utopia que é o comunismo será sempre impossível!

    • Não sei se o “camarada” sabe ou não ler, mas esse pdf só vem dar razao a este post. Não há capital! -> Temos que descer impostos, subir pensões, acabar com taxas moderadoras, acabar com as portagens, aumentar os abonos e subsidios, reduzir o preco dos transportes E AO MESMO TEMPO criar postos de trabalho, valorizaçao dos trabalhadores, etc ->Não há capital! -> Temos que acabar com o grande capital!

      Como me parece que o dinheiro nao cresce das árvores (o papel sim, mas este so simboliza dinheiro), ou o Pai Natal e os tios Trotsky e Estaline aparecem com um saco cheio de dinheiro ou não dá para cumprir todos estes pontos pouco realistas. Apesar de ser muito bonito afirmar que o estado tem o dever de tomar conta dos cidadaos, criar postos de trabalho, subsidiar tudo e mais alguma coisa e pagar salários principescos a todos, para isso é preciso dinheiro, muuuuuiito dinheiro. E quem não tem dinheiro não tem vícios. Outra coisa que não percebo é esta noção ridicula que nos podemos e devemos obrigar os nossos credores a renegociar a divida nos NOSSOS termos. Eles não têm que fazer nada! Se nós nos portarmos mal, eles cortam o dinheiro ou expulsam-nos do euro! Isto de recusar pagar parece muito fixe e até nos faz bem ao orgulho, mas vão lá perguntar à Grécia como é que lhes está a correr a brincadeira! Que bem se está ao sol na grécia!

    • Que massacre… Só acrescentar uns pontos: Rússia já não é comunista, nem a China. Se bem que todos os vendem como regimes comunistas, na prática já não o são.
      Evolução é a palavra. O comunismo é obsoleto, mas é chato mudar de “clube de futebol”.

    • JMJ, permita-me que lhe diga que as 12 medidas imediatas apresentadas no PDF são fáceis de dizer e agradáveis de ouvir. Para isso é preciso muito dinheiro e “Não há dinheiro”

      Também gosto muito da ideia de que os patrões têm de pagar tudo e mais alguma coisa e os funcionários é só direitos. Não sou de direita e sou trabalhador por conta de outrem, mas mesmo que pudesse jamais investiria num país com esse pensar. Como me disse um amigo um dia e me deixou a pensar, convido-o também a pensar nisto: há muitos patrões sem empregados, o contrário é que não.

    • Já aconteceu ao longo da historia em muitos pontos do mundo. Googlar URSS, Maoismo – revolução comunista na China, Coreia do Norte, Cuba – as 1ªs décadas pós revolução (agora o regime já está bastante mais liberal e capitalista) . Khmers vermelhos, Farc. Será que vale a pena continuar? Comparados com estes os sr. Fascistas (que não deixam de ser uns animais) são uns meninos.

    • Simples, derrotavam-se a eles próprios, porque iriam arranjar um qualquer pretexto de se manifestarem contra as suas proprias medidas. tinham era de se manifestar!

    • Também há bons exemplos de comunismo, como a Comuna de Paris ou o a Espanha (pelo menos na Catalunha) antes da guerra civil. O problema do comunismo foi a centralização e a dominação por burocratas, muito bem ilustrada na “Animal Farm” (“O Triunfo dos Porcos”) de Orwell. Isso foi na verdade uma tomada de poder anti-revolucionária que criou ditaduras que exploraram o povo tanto quanto as ditaduras feudais anteriores (dos czares, por exemplo). Não tem nada a ver com o que Marx defendeu…

    • Já agora, durante a Guerra, o governo republicano também passou, por influência soviética, a ser dominado pelo partido comunista pró-Estaline, que perseguiu os militantes anarquistas da CNT/FAI e os trostskistas do POUM…

  4. JMJ: Fantástico, pelo que li nesse link deveria então ser:

    PCP: Não há capital -> Aumenta-se a despesa (aumento dos salários, alargamento do acesso ao subsidio desemprego, etc) -> ?????????

    • Claro. Por isso é que o comunismo é completamente obsoleto. depois andavam os que não fazem nada e nem querem fazer a receber o mesmo que quem se esfalfa a trabalhar. esquerdismo, essa velha senhora xD

    • Ser-se comunista é um exercício de fé. Qualquer argumentação com um comunista de verdade, séria ou a brincar, é uma futilidade.

    • Eu não sou do tempo do salazar mas acho que tu merecias viver no tempo dele. Mas da forma de operário e não de capitalista

  5. Obrigado pela resposta Carlos.
    “Nevertheless” foi uma manif contra agravamento de impostos. O facto de não saírem 1.000.000 de portugueses à rua sempre que há aumentos de impostos, não invalida isso.

  6. Basta pegar num manual de História para entender algumas coisas. D. João V por exemplo, depois das embaixadas de ouro ao papa, Portugal perdeu a Independência. Todas as crises foram provocadas por quem usou mal o poder. Os grandes pensadores, Garcia da Horta, André de Resende, foram assassinados. A geração de 70 foi asfixiada. Deixa andar. Logo se vê.

  7. E o pior disso tudo é as pessoas defenderem os partidos como se fossem clubes de futebol. A verdade é que nenhum desses 5 partidos tem soluções, mas o povo gosta de empurrar as culpas de uns para outros conforme o partido que apoiam. PCP e BE não querem ser governo, essa posição é muito incómoda, há que tomar medidas, não pode ser só discordar. CDS quer tomar medidas mas não se quer comprometer com elas, é uma espécie de gato de Schrödinger, está vivo e morto ao mesmo tempo. PSD até podia ter soluções, mas tem tanta inabilidade política que adoptar a medida mais simples se torna na tarefa mais complicada, e tanta guerrilha interna que nem gerir um país de mil pessoas eram capazes O PS não tem soluções, é bom a tomar medidas que não resolvem nada e às quais ninguém se opõe, mas tem uma grande capacidade de comunicação e de conseguir mostrar que está a fazer alguma coisa quando na verdade não está a fazer nada.
    E com isto chegamos a um ponto em que o PSD/CDS não são soluções e vamos eleger o PS como novo governo. PS que sozinho não vai ter maioria, e é incapaz de se coligar com os partidos à esquerda, ou seja… pelo menos um dos partidos do actual governo vai voltar a fazer parte do próximo governo! Mas na nossa imensa ingenuidade, vamos continuar à espera que a política seguida seja diferente…

  8. A realidade é que o sistema de partidos políticos não funciona num país em que a mentalidade é aproveitamento pessoal, não funciona.
    A liderança dos partidos é ocupada apenas por quem interessa a alguns e uma vez no governo as decisões são sempre feitas de forma a não “entalar” quem os colocou lá.
    Neste momento eu não acredito em nenhum partido.
    A solução devia ser um governo de salvação nacional, ocupado por pessoas que não estejam tão enraizadas nos joguinhos políticos.

  9. O problema é que a justiça não funciona. Se o sistema judicial português fosse isento, igual para todos, autónomo e auto-suficiente, as coisas piavam de outra maneira. O Sr. Sócrates por exemplo em vez de um programa na TV tinha um programa de tempos livres na cadeia do Linhó. E teria muita companhia por lá. Que os gestores públicos ganhem milhões, não é para mim um problema, se as empresas derem milhões de lucro pela sua competência, mas que por outro lado tenham de ser responsabilizados pelos eventuais prejuízos, inclusivamente com os milhões que possam ter ganho. E em caso de dolo ou roubo, ou enriquecimento ilícito em desfavor do estado ou terceiros, cadeia e desapropriação de todo o ganho indevido de si, da sua família e de qualquer testa de ferro.

  10. Diz o povo e com razão, casa em que não há pão todos ralham e ninguém tem razão. Por aqui se pode ver muitos a espernear e poucos a pensar. Apesar disso seria bom não esquecer que quem nos tem governado nas ultimas décadas têm sido o PS/PSD/CDS pelo que as suas responsabilidades são iniludiveis. Não há pior cego do que aquele que não quer ver, por isso é uma inverdade acreditar que o modelo económico neoliberal (aliás já falido) seja a única alternativa. É tempo de abrir os olhos e começar a pensar.

    • A culpa é dos USA que após uma severa guerra civil adoptou um modelo económico neoliberal, mas foi um modelo económico que claramente falhou e que nada trouxe de bom para a maioria da população mundial, excepto a electricidade, os caminhos de ferro, telefone, o carro, gasolina, etc (coisas que durante séculos em regime feudal nunca se fez, andava-se a discutir se a terra era redonda ou não), masi tarde computadores, internet, …. É como no Life of Brian: “All right, but apart from the sanitation, the medicine, education, wine, public order, irrigation, roads, a fresh water system, and public health, what have the Romans ever done for us?”

  11. Exacto Fernão🙂 como dizem os comunistas, tudo coisas do “DÊMO”. Eles preferem, essas outras invenções comunistas: Racionamento, Gulag, Igualdade para o trabalhador e para o mandrião, caça ao empreendedor. Bem, não vale a pena continuar já se percebeu a ideia.

    • A sério que estão a comparar as evoluções que se conseguiram fazer com séculos de diferença? Nada dessas coisas seria possível sem se descobrir as pequenas primeiro (estando chamar pequena a descobrir que a Terra é redonda, apesar de ter havido gente a ser julgada e condenada por o ter afirmado).

      E tudo depende do ponto de vista. Se eu fosse um “não romano” no tempo dos romanos bem que podia dizer adeus a tudo isso e contar com umas chicotadas nas costas de vez em quando. É como nos EUA, é muito bonito ser-se uma potência quando se tem 16% de pessoas abaixo do limiar de pobreza (incluindo 20% das crianças) e se estime que quase 60% da população passará pelo menos um ano abaixo do limiar de pobreza entre os 25 e os 75.

      Nos tempos feudais também havia muita riqueza e também se fez muita coisa (como a descoberta do caminho marítimo para a Índia ou os descobrimentos em geral). Isso não quer dizer que eu quisesse viver nessa época.

      A base do ideal comunista é a equidade, ou seja, a igualdade verdadeiramente dita. Não é dar a todos ou tirar a todos. É distribuir equitativamente os recursos, de modo a que toda a gente consiga viver, no mínimo, com dignidade. Não tem nada a ver com não compensar quem trabalha ou dar tudo a quem não faz nenhum. Daqui a bocado estão a dizer que se o PC fosse governo as pessoas perdiam as suas casas e os seus pertences porque ia tudo para o Estado e, de manhã, se os meninos não se portassem bem, vinha um comunista para os comer ao pequeno-almoço.

  12. Cara Inês. Os princípios do comunismo são completamente irrealistas porque são completamente desfasados da realidade. É certo que todos devem ter as mesmas oportunidades de saúde e educação. No entanto não podemos seguir a fábula da cigarra e da formiga. Não se pode sub-negar o fruto do árduo trabalho de um em prol de si e da sua família para dar a quem nada produz nem quer produzir. Isso é o incentivo à preguiça. Para mim até o subsídio de inserção devia ser em contrapartida a trabalho social.

  13. Há sempre quem não queira trabalhar, óbvio. Acho muito bem que se penalize essas pessoas, aumentando a fiscalização para assegurar o correcto funcionamento das coisas.

    Se olharmos só para o que a nós diz respeito então porque hei-de estar a pagar pelas estradas que são feitas no Algarve ou em Lisboa ou nas aldeias ou noutro sítio qualquer que não frequente? Porque hei-de pagar impostos? Opta-se pela norma do utilizador-pagador. Ou seja, quem tem dinheiro safa-se, quem não tem f*de-se. Mas são condições iguais para todos, todos pagam o mesmo…

    Uma pessoa tem de viver em sociedade e é para isso que se paga os impostos. Não tinha problema nenhum, por exemplo, se ver um aumento de impostos se isso significasse uma melhoria de vida, ou seja, se visse esses impostos a serem aplicados no que é realmente importante: criar condições para uma boa saúde e uma boa educação. Chega? Não. Mas é essencial. Como se diz na matemática, é necessário mas não suficiente.

  14. > Nada dessas coisas seria possível sem se descobrir as pequenas primeiro
    concordo, mas o contexto da comparação é o tempo que demorou a descobrir e mais do que descobrir a vontade e liberdade que existiu para a colocar ao serviço das massas em pouco tempo (por exemplo, electricidade e carros)

    > ter havido gente a ser julgada e condenada por o ter afirmado
    não podemos estar mais de acordo, o estado não deve limitar as capacidades humanas de querer vençer e inovar e muito menos condenar e julgar

    > dizer adeus a tudo isso e contar com umas chicotadas nas costas de vez em quando
    também de acordo, mas porque o PC não diz isso. Nós podemos viver sem os credores e sem o seu capital (até acredito que podemos ser mais felizes no futuro se fizermos isso) mas temos de ser sinceros com o povo, isso não vai ser o mar de rozas, ou seja vamos levar as tais “chicotadas nas costas” que agora tanto criticam

    > é muito bonito ser-se uma potência quando se tem 16% de pessoas abaixo do limiar de pobreza
    concordo, também é um número muito elevado e que poderia ser reduzido, mas é fácil dizer, fazer garanto é muito mais complicado. Já comparou a percentagem da população dos USA que quer ir para Cuba e ao contrário? Há lá muita coisa mal, mas ainda há muita gente no mundo que para lá quer ir e na maioria dos casos não volta.

    > A base do ideal comunista é a equidade, ou seja, a igualdade verdadeiramente dita
    apesar de entender o ideal da igualdade e de ser defensor da igualdade de oportunidades, não posso ignorar a realidade em que o alcançar do sucesso envolve sempre muito esforço (desde o trabalho mais simples ou mais complexo) e a motivação para isso é dificil quando há equidade. Quantos defensores da equidade não existirão que na hora de decidir nem sequer metem os seus filhos na escola pública, que essa sim é tendencialmente igual para todos…

    > o PC fosse governo as pessoas perdiam as suas casas e os seus pertences porque ia tudo para o Estado
    também de acordo, mas uma significativa parte dos seus militantes se calhar não pensa assim.

    • Pegar nas frases pela metade é bonito…

      Não estou a dizer que não se evoluiu mais tecnologicamente no último século do que nos outros todos. A partir do momento em que mais gente tem acesso a educação maior a probabilidade de se evoluir, obviamente. Apenas achei que não se devia minimizar as descobertas anteriores, uma vez que sem elas nada do que temos seria possível.

      Ninguém diz que vai ser um mar de rosas. Aliás, quem ouço a dizer isso é Passos, Cavaco e companhia: o pós-troika é que “vai for”. A diferença é que uns acham que se deve apostar na produção nacional e na educação das pessoas para que possamos evoluir, outros acham que tirar dinheiro ao povo para dar aos bancos e à europa é a forma correcta de evolução.

      Nunca disse que Cuba era um exemplo. Não sou a favor de nenhum tipo de ditadura, seja ela de esquerda ou de direita. Acho que não pode haver limites na liberdade quer pessoal quer social (o que, obviamente, não é o mesmo que anarquia).

      Como já disse igualdade não é dar o mesmo a todos nem é tirar o mesmo a todos. É dar as mesmas oportunidades, direitos e deveres a todos. O trabalho deve ser recompensado e a preguiça penalizada. No entanto, quer o preguiçoso devem ter direito a uma educação e saúde de qualidade por exemplo, pelo simples facto de serem seres humanos. Recompensar quem trabalha não tem de passar por tirar direitos básicos a quem não o faz.

      Uma significativa parte dos militantes acha que o Estado ficava com as casas ou que não ficava? Cita frases pela metade, é difícil de perceber. Não há nenhum militante do PC (podia dizer que há sempre excepções, mas neste caso até arrisco a dizer que não há) que ache que não deva haver qualquer tipo de propriedade privada, que o Estado deva ficar com tudo.

  15. O sistema de educação dos USA é então fantástico em relação a todos os outros países não capitalistas, para os avanços serem quase todos lá.

    Mas já agora para reflexão, a distribuição da electricidade ao povo nos USA foi concretizável pelo investimento de milhões de dolares da tão nossa conhecida JP Morgan. Será que fazeriam o mesmo se na altura se a palavra de ordem fosse fora com os credores?

    Para quem conheceu o periodo de nacionalizações, ocupação de propriedade privada, perseguição ao proprietários, mesmo que sem envolvimento, acho que pode ter a liberdade de considerar que **alguns** militantes do PC não queira que o Estado deva ficar com tudo, mas com alguma parte sim apesar do esforço e sacrificios que foi feito para a construir. Vi demasiadas vezes o comunismo ser confundido com o oportunismo.

  16. Nem mais Fernão, se na altura do 25 de Abril não se tivesse posto um travão ao comunismo, nesta altura todo o Portugal era um Alentejo. Desemprego alto, tudo subsidiado. As câmaras e empresas municipais como principais empregadores de todos os filhos, primos, tios, cunhados e enteados. E todo o patronato tido como o inimigo. Como pode uma empresa singrar num sítio assim, onde o livre pensamento e o desenvolvimento financeiro é visto com maus olhos a não ser que seja membro do partido. E entretanto os velhos morrem à fome e são assaltados nos montes.
    É no livre pensamento e nos capitais de investimento que está o desenvolvimento, claro que com as guias morais da lei para não haver abusos ou roubos. O grande problema do capitalismo liberal hoje em dia é a falência de um sistema de justiça rápido e eficaz que arbitre tudo e mantenha a verdade acima de tudo. Mas em todo o caso é mais parecido com uma meritocracia do que qualquer forma de comunismo igualitário e castrador.

  17. Fernão:
    Os USA são o país (ou um dos) com mais investimento a nível de tecnologia. Logo, é normal que a maioria do desenvolvimento seja lá feito. A educação até poderia estar toda noutro sítio, que se as empresas que investem no desenvolvimento e investigação estivessem lá continuava a ser a potência que é.
    O sistema educacional privado dos EUA é muito bom, mas é para quem o pode pagar. O público é uma autêntica desgraça, chamar àquilo ensino é gozar. E porquê? Porque não há investimento estatal numa escola de qualidade.

    Os USA não têm problemas com credores. Todo o credor com dois dedos de testa sabe que não precisa exigir o pagamento imediato aos USA, ele vai ter retorno do investimento. Logo, as situações não são comparáveis.

    É absolutamente normal, quando há uma revolução que se passe do 8 para o 80. É perfeitamente normal que haja exageros. No entanto, foi nessa altura, nesses dois anos, que se consegui todos os direitos que nos estão a tentar tirar aos poucos.

    Marco:
    Não posso afirmar o que teria acontecido caso não tivesse sido o PS a ganhar as eleições. O que sei é que foi ele a ganhar e a seguir veio PSD e CDS e os resultados estão à vista. Não temos tido governo, temos tido desgoverno total.
    Concordamos em duas coisas:
    – É no livre pensamento e no investimento que está o desenvolvimento. Só está a confundir comunismo com ditadura, quando são coisas completamente diferentes.
    – O grande problema é a falta de equidade e rapidez na justiça.

    • Inês a sua frase é louvável mas aceite este desafio: Dê 10€ a cada uma de 10 pessoas diferentes, Um mês depois conte-me o resultado.
      Honestamente só vejo incómodos com quem ganha mais e ninguém a dividir os rendimentos com os que ainda ganham menos. Ou dividir os bens que tem com quem não os tem. Isso seria, sem dúvida bonito, o principio do comunismo que na realidade ninguém, que eu conheça e conheço vários, pratica.
      Outra coisa. Qualquer direito adquirido por alguém é pago por outro/s, e os direitos que quem os paga?

  18. Inês dê-me apenas um exemplo de um regime comunista que não seja ditatorial. Já agora dê-me um exemplo de um político comunista ou socialista português que tenha tirado do corpo para distribuir igualmente por todos. Não vale falar do sr. Soares e da família. Ou do amigo Sócrates ou do Louçã. Tanto uns como outros distribuem as suas vastas fortunas, agora como as obtiveram é outra conversa.

  19. Inês, o que disse é que os avanços nos USA não foram causados pelo modelo económico neoliberal, mas sim pelo alargamento da educação. Mas afinal, agora diz que também não foi pelo sistema de educação publico dado que nos USA não há investimento estatal, e diz que o sucesso é do sistema de educação privado e do investimento privado? Mas isso não modelo económico neoliberal? Não percebo …

    Exacto Marco: hoje confunde-se os problemas económicos com os problemas de não ter um sistema de justiça rápido e eficaz necessária a qualquer visão económica.
    e exacto Silva: dizer viva a equidade é muito bonito, mas é muito diferente praticar a equidade, que também vejo poucos ou quase ninguém. Pelo contrário, os que mais reclamam pela equidade são normalmente os que menos contribuem para o bolo, ou capazes de fazer algum esforço ou sacrificio para tal …

  20. Defender as ideologias comunistas tornou-se muito difícil, desde há vários anos, pelas “más práticas” e exemplos negativos de alguns países. Os seus princípios eram “lindos” – de uma grande justiça social- mas… ninguém conseguiu lá chegar! . Em Portugal, a memória do pós 25 de Abril, com aspectos fantásticos, mas também com um PCP dominador, fanático e ameaçador…deu no que deu…..Apesar de serem os políticos mais honestos, coerentes e aplicados… ninguém acredita neles(só os mesmos). E nunca tiraram conclusões(que cegueira).

    Defender HOJE as ideologias neoliberais é um ESPANTO. Como é possível estar num fosso, do qual não sabemos ainda muito bem como iremos sair dele, e considerar que o sistema é bom…… só falta aqui qualquer coisinha e ali outra, e depois, claro, pôr na ordem as pessoas que andaram a gastar demais(classe média) que farsa!. Dar como exemplo os EUA, só porque a ciência está desenvolvida, e é um pais rico! ….de grande injustiça social, dominador e ameaçador…que espalha o inferno pelos quatro cantos do mundo. Nem o seu Presidente Obama, tocado por algum humanismo, consegue inverter essa injustiça, por ex. na saúde.
    Dinheiro, Lucro, e ambição são pontos válidos, mas que se podem tornar muito perigosos, até para a nossa sobrevivência, se estiverem separados de valores que defendam o SER HUMANO.
    E, quanto a valores, cá eu gosto do Dalai Lama (vale a pena conhecer). E agora, também estou a gostar do Papa Francisco.

    • Como é fácil dizer bem dos que pregam, dizer mal dos que fazem mas usando o que eles nos dão… quase todos que conheço que adoram o Dalai Lama são os primeiros a reclamar logo se por momentos não tem AC, agua quente, a máquina xpto no hospital, smartphone, etc… e os ultimos disponíveis para ajudar quando é necessário um esforço extra. Foi graças ao que os EUA espalha no mundo (ao que chama de inferno) que neste momento podemos usar computador, internet, electricidade para aqui expressar a nossa opinião… acho também curisoso que quem prega o humanismo ache a opinião dos outros um ESPANTO, eu aceito e compreendo qualquer opinião logo que seja coerente com a sua atitude perante a vida. Valorizo e compreendo todos os que seguem o Dalai Lama, não só nas palavras mas também nos actos (infelizmente não conheco muitos).

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