Parabéns, menos 2 mil funcionários públicos!

portasseguro
Paulo Portas irá negociar com a troika o aumento do défice de 2014 de 4,0% para 4,5%. Seguro quer mais. Antes de congratular Paulo Portas pelos 0,5% adicionais de défice acordados com a Troika, ou de aplaudir Seguro quando ele vier pedir 1%, convém perceber quais os custos deste feito. Cálculos por alto: os 0,5% de défice correspondem a mil milhões de Euros. Ao custo de mercado da dívida pública portuguesa, isto serão cerca de 70 milhões em juros por ano. Isto corresponde ao salário de mais ou menos 2000 funcionários públicos. É o número de funcionários públicos que terão que ser despedidos para nos próximos anos para pagar por este tremendo “feito” da ala esquerda do arco da governabilidade.

4 comentários a “Parabéns, menos 2 mil funcionários públicos!

  1. De facto este efeito de grau zero na política de crescimento de um país, que apesar de tudo necessita mais de 2000 funcionários públicos a consumir os nossos produtos e serviços que mandar o nosso dinheirinho em formato juros para os papões da troika não resolve a estrutura do estado, apenas adia por mais 10 anos o nosso problema centenário do déficit público. Relembro que este, nos últimos 200 anos apenas foi controlado e de certa forma equilibrado no período cinza do Salazarismo, isto é nos primeiros 30 anos de presidência do conselho, após 1933. De resto não é novidade para nenhum português, que esse “monstro” apenas pode ser controlado com “Autoridade Dura” a chamada “Dita Dura” que nem os liberais dos meados do sec. XIX, nem os republicanos do início do sec. XX, nem os Abrileiros dos anos 70 a 90, nem os neo-liberais do sec.XIX conseguiram, conseguem ou conseguirão dominar.
    Em resumo, reduzir função pública para pagar juros ao exterior, nada resolve; aumentar impostos a empresas e famílias para pagar juros ao exterior nada resolve; reduzir funcionários públicos e reduzir impostos a empresas e famílias que produzem e trabalham, tudo resolve. Pedir menos dinheiro ao exterior e por isso pagar menos juros, tudo resolve; aplicar bem os menores impostos (mesmo assim necessários) na afectação directa aos bens e serviços públicos de saúde, educação, cultura, segurança, justiça e infraestruras essenciais é o caminho do crescimento, desenvolvimento e progresso de um país. A memoria da história deverá ensinar o futuro de um país, mas para isso é necessário ler a história. Pouca gente o faz.

  2. Gostaria de aconselhar a leitura de um meu conterrâneo ( de Turiz, Vila Verde, Braga) quase desconhecido dos portugueses, mas que tem uns apontamentos tão actuais que até impressiona pela actualidade e de certa forma repetição histórica dos acontecimentos, nomeadamente nestes períodos eleitorais

    GAVIÃO, Manuel Lobo da Mesquita
    Collecção de Documentos Eneditos para a historia da Guerra Civil em Portugal no anno de 1847. Porto, Typographia do Nacional, 1849.
     
    GAVIÃO, Manuel Lobo da Mesquita
    Exame historico e critico da sessão parlamentar no anno de 1846. Lisboa, Na Imprensa Nacional, 1846.

    Gavião, Manuel Lobo de Mesquita
    Breves considerações historicas e criticas sobre as eleições da provincia do Minho, no anno de 1845 : com os seus respectivos documentos
    1845 MC-3557

  3. Pingback: Portas quer menos 2.000 funcionários públicos, Seguro quer menos 4.000 | O Insurgente

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